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QUÍMICA MAIS AMIGÁVEL: DESENGRAXANTE ALCALINO COM BAIXA CLASSIFICAÇÃO DE PERIGO - CASE

Postado em 11/09/2017 às 12:46:32 - Artigos

QUÍMICA MAIS AMIGÁVEL: DESENGRAXANTE ALCALINO COM BAIXA CLASSIFICAÇÃO DE PERIGO - CASE

Um terço ou mais de nossas vidas é dedicado ao trabalho. Mais do que um sustento para nossas famílias ou a mera satisfação de consumo, queremos que o nosso trabalho contribua para um mundo melhor. Por outro lado, muitos trabalhadores são expostos a ambientes insalubres, o que é o contrário de tudo o que buscamos, pois é a perda da saúde e da qualidade de vida. Nosso artigo hoje é para discutirmos soluções inovadoras para essa realidade.

Em diversos processos fabris, o uso de produtos químicos é parte fundamental do processo produtivo. Infelizmente o termo “produtos químicos” tem uma conotação negativa, devido às diversas substâncias prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente. Mas não tem que ser assim. A química é uma ferramenta maravilhosa para a qualidade devida e como toda ferramenta, deve ser bem utilizada, em harmonia com a vida e com o planeta. Esta é a química amigável, sustentável e que está presente na própria natureza.


Pensando nisso a Quimilac tem como sonho melhorar a qualidade de vida nos ambientes de trabalho, com uma química inovadora, amigável às pessoas e ao meio ambiente. Combinando criatividade e matérias-primas renováveis, oferecemos soluções simples, seguras e eficazes, com ótima relação custo/benefício.


Vamos relatar um case de sucesso, que vai mostrar como é possível diminuir o impacto dos produtos químicos, respeitando quesitos de segurança e saúde, mantendo a eficiência desejada. Uma aplicação específica de produtos químicos é na limpeza e preparo de superfícies. Talvez o agente de limpeza mais conhecido seja o sabão. O registro mais antigo do uso de sabões é datado em 2800 a.C. na Babilônia . Os sabões são obtidos através da reação de álcalis como a soda cáustica, com gorduras vegetais ou animais. Porém em aplicações mais exigentes, como na indústria metalmecânica, a aplicação de sabões é limitada pela baixa eficiência.


No século passado, o advento da exploração do petróleo e seus derivados trouxe a abundância de solventes minerais. Neste tipo de aplicação, o conceito de semelhante dissolver semelhante foi utilizado com sucesso para a limpeza em processos fabris, porém as matérias-primas oriundas do petróleo contém como impureza o benzeno e outros aromáticos, substâncias comprovadamente cancerígenas. Outra característica é a inflamabilidade destes solventes, aumentando o perigo de incêndios nos ambientes de trabalho. Os solventes minerais normalmente não são biodegradáveis. Estes problemas relacionados à saúde e segurança dos trabalhadores, e mais adiante aos problemas de sustentabilidade ambiental relacionados aos derivados do petróleo, levaram a um esforço para substituição desta tecnologia de limpeza.


Assim, emergiu a tecnologia de desengraxantes industriais base água, isentos de minerais e não inflamáveis. Tensoativos mais avançados que o sabão foram utilizados com sucesso para a remoção de graxas e outros materiais das superfícies. Os tensoativos ou surfactantes sintéticos encontraram larga aplicação, seja na formulação de detergentes industriais ou domésticos.

Inicialmente a aplicação de surfactantes, na industria metalmecanica, exigiu formulações com pH bastante elevado, a fim de melhorarem a eficácia dos detergentes. Isto conferiu o caráter corrosivo a este tipo de produto. Falando em pH, é interessante esclarecer um pouco sobre este conceito. O pH é uma escala logarítmica que expressa a intensidade de acidez ou alcalinidade de uma solução. A escala de pH vai de 0 a 14, sendo zero extremamente ácido e 14 extremamente básico. Por ser esta escala logarítmica de base 10, cada unidade corresponde a uma concentração 10 vezes maior ou menor. Por exemplo, um produto químico com pH 11 é 1000 vezes menos básico ou alcalino que um produto químico com pH 14.


Nosso case corresponde ao uso de desengraxantes alcalinos em uma indústria metalmecânica. Por muitos anos foi utilizado com sucesso um desengraxante alcalino de tecnologia convencional, cujo pH é 14, ou seja, fortemente alcalino. Com a chegada do GHS no Brasil o pictograma de corrosivo passou a chamar a atenção na embalagem. O curioso neste caso é que após a atualização deste pictograma na embalagem do produto, alguns funcionários que o utilizavam começaram a reclamar de irritação na pele. A fórmula do produto permaneceu a mesma, mas a conscientização do caráter corrosivo propiciada pelo losango vermelho levou ao aparecimento dos sintomas. Nosso cliente nos solicitou que desenvolvêssemos um desengraxante alcalino, que mantivesse a eficiência e a propriedade anticorrosiva, mas que não fosse classificado como corrosivo.


Após ampla pesquisa, foi desenvolvida uma fórmula com pH 11, ou seja, 1000 vezes menos básica ou alcalina. Recorremos a surfactantes de última geração e aditivos que permitiram manter a eficiência de remoção de graxas e sujidades da superfície metálica, mesmo a este pH moderadamente alcalino. O custo do produto permaneceu compatível com o processo.








Podemos visualizar este vídeo mostrando o desengraxante de tecnologia convencional de cor vinho, e o desengraxante de pH moderado STAR-MAX TM-75 de cor ciano. Ambos foram colocados em tubos de ensaio e logo após foi adicionado um pedaço de alumínio. O alumínio é um metal muito sensível à corrosão em meios alcalinos e foi escolhido para ilustrar a diferença destas formulações. O desengraxante convencional corroi rapidamente a superfície do alumínio devido ao elevado pH, enquanto que com nosso produto inovador STAR-MAX TM-75, de pH controlado, a corrosão é quase imperceptível. O teste durou 20 minutos, mas foi editado para um tempo de 1 minuto e meio. Podemos ver que ao final do experimento boa parte do alumínio foi dissolvido no desengraxante fortemente alcalino.


Com o pH moderado, a classificação de perigo caiu drasticamente para o desengraxante STAR-MAX TM-75, não sendo mais classificado como perigoso ao transporte e corrosivo e não necessitando o uso do pictograma correspondente. Como vimos neste case, é possível diminuir a classificação de perigo dos produtos químicos, mantendo a eficiência desejada, dentro de uma realidade de custo compatível. A Quimilac pode em parceria avaliar a aplicação de produtos químicos no processo específico de sua empresa, e substituir em muitas situações produtos perigosos, inflamáveis, corrosivos e insalubres. A química amigável já é uma tecnologia disponível. Cabe a nós profissionais de segurança e saúde, meio ambiente e química muda a realidade para melhor.


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